Um animal, como um tigre, é feroz porque é assim a sua natureza. O instinto protector permanece na sua alma, desde que nasce até que morre, e leva-o por vezes a fazer coisas que não devia. Admiro a liberdade, a coragem, a força, a ferocidade deste animal pois me identifico com ele... Não que seja verdadeiramente um tigre, mas talvez deseje ser um...
Por vezes, é a alma de um tigre que está dentro de mim. Quando tenho a necessidade de me proteger e proteger aqueles que amo, não importa se o adversário é uma formiga ou um elefante, uma minhoca ou uma serpente, pois existe toda a força interior e coragem que necessito para vencer! Quem me dera que os tigres não chorassem também, porque assim a coragem seria infinita e a felicidade também!
Corre, tigre! Corre e salva-te! Usa a tua fúria para agarrar o teu futuro!
Lágrimas de um Tigre
Porque nem todos os tigres ferozes são frios...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Lágrimas
Lágrimas? Quem nunca as chorou?
Em pequeno chorava muito, por tudo e por nada... Chorava porque fazia birra, chorava porque me picava nas silvas, chorava porque um animal morria, chorava porque não gostava de chuva... Com o tempo, todas essas coisas se tornaram banais e eu fortaleci... Quando me batiam eu podia gemer, podia tremer e até gritar de dor, mas nem uma lágrima me corria pela face...
Entretanto, tudo o que não era físico apoderava-se de mim e fazia-me sofrer e a minha alma enchia-se de lágrimas que os meus olhos se recusavam a chorar. Desde aí foram poucos os que me viram chorar e aposto que se pensasse conseguia contar as poucas vezes que chorei. Aqueles que me viram chorar, choraram comigo! As minhas melhores amigas e alguns dos meus melhores amigos viram-me chorar e sei que o mundo nunca os preparou para tal coisa, porque a guerra, a fome, a doença... existem... mas um tigre que chora é algo impensável e algo que sei que lhes tocou bem no fundo do coração.
Odeio-me por ter dado parte de fraco, porque eu sempre lutei, sempre ganhei, sempre sem chorar e das poucas vezes que chorei senti-me um bebé desprotegido nas mãos daqueles que me podiam proteger ou que eu senti que me podiam proteger.
A todos esses, que sabem quem são, um obrigado!
Em pequeno chorava muito, por tudo e por nada... Chorava porque fazia birra, chorava porque me picava nas silvas, chorava porque um animal morria, chorava porque não gostava de chuva... Com o tempo, todas essas coisas se tornaram banais e eu fortaleci... Quando me batiam eu podia gemer, podia tremer e até gritar de dor, mas nem uma lágrima me corria pela face...
Entretanto, tudo o que não era físico apoderava-se de mim e fazia-me sofrer e a minha alma enchia-se de lágrimas que os meus olhos se recusavam a chorar. Desde aí foram poucos os que me viram chorar e aposto que se pensasse conseguia contar as poucas vezes que chorei. Aqueles que me viram chorar, choraram comigo! As minhas melhores amigas e alguns dos meus melhores amigos viram-me chorar e sei que o mundo nunca os preparou para tal coisa, porque a guerra, a fome, a doença... existem... mas um tigre que chora é algo impensável e algo que sei que lhes tocou bem no fundo do coração.
Odeio-me por ter dado parte de fraco, porque eu sempre lutei, sempre ganhei, sempre sem chorar e das poucas vezes que chorei senti-me um bebé desprotegido nas mãos daqueles que me podiam proteger ou que eu senti que me podiam proteger.
A todos esses, que sabem quem são, um obrigado!
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